NO CAIS DE UM PORTO
"E são tantas marcas que já fazem parte do que eu sou agora, mas ainda sei me virar" - (Lanterna dos Afogados - Paralamas)
No final das contas, tudo que você espera de si mesmo é continuar seguindo em frente. Algumas pessoas lidam muito facilmente com isso, outras não. Se você sofre de ansiedade então, tudo fica mais complicado.
Uma tábua perfurada nunca mais se fecha depois do prego, assim como nós nunca mais voltamos a ser o que éramos antes das dores. Cicatrizes ficam no corpo pra nos lembrar dos caminhos que passamos, você olha pra elas e se lembra exatamente como as adquiriu. Eu tenho várias, me lembro de todas.
Assim também é a alma, temos algumas que nunca se vão, estão ali para sempre, e como diz a estrofe, já fazem parte do que somos agora. Algumas causaram sofrimento, dor passageira, mas o fato é que nos afligiram, marca por marca. E no final de tudo, você só quer evitar os caminhos que podem te levar de volta ao mesmo martelo que bateu no prego que te perfurou.
"Mas ainda sei me virar"... No final de tudo, experiências. Experiência precede sabedoria, e sabedoria te guia com cuidado. Se alguma coisa importa hoje, é só uma: Ainda sei me virar....Siga!
Como diz o poeta morto que ainda fala: "E nossa história, não estará pelo avesso assim, sem final feliz. Teremos coisas bonitas pra contar. E até lá vamos viver, temos muito ainda por fazer. Não olhe para trás, apenas começamos. O mundo começa agora, apenas começamos" - (Renato Russo - Metal contra as Nuvens).
Bom Fim de Semana
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